Desde criança que o desejo de fazer as pessoas felizes me move. Durante algum tempo, sonhei ser médica. Até ao dia em que, aos 15 anos, desenhei o primeiro projeto para a cozinha tradicional da casa dos meus pais.
Foi aí que descobri o prazer de imaginar espaços, resolver problemas e perceber como uma divisão podia transformar a forma como vivemos.
Naquele momento ainda não sabia exatamente onde esse caminho me levaria, mas percebi que queria fazer pelas pessoas aquilo que sempre me tinha movido: contribuir para que fossem mais felizes. Desta vez, através das casas onde vivem.
Licenciei-me em Arquitetura e passei os 12 anos seguintes profundamente envolvida no universo da construção: a projetar, desenhar e acompanhar a construção de casas e espaços de trabalho, em diferentes contextos e geografias.
Foi uma escola exigente, mas essencial para a arquiteta que sou hoje. Aprendi que um projeto não termina no desenho: há processos, legislação, orçamento, obra, decisões e, acima de tudo, pessoas.
Aprendi também o valor de uma relação de confiança entre arquiteto e cliente — e que um bom projeto nasce tanto do conhecimento técnico como da capacidade de ouvir, questionar e encontrar soluções.
Em 2021, senti que era o momento de criar a RASP Studio e de construir uma forma de trabalhar mais próxima daquilo em que acredito.
Um estúdio onde pudesse juntar mais de 15 anos de experiência, conhecimento técnico e, acima de tudo, uma forma de fazer a arquitetura em que acredito.
Nasci e cresci no Porto, mas Trás-os-Montes sempre fez parte de mim. Foi aqui que passei os verões da minha infância, entre a natureza, a família e um ritmo de vida muito diferente daquele da cidade.
Quando tive filhos, comecei a olhar para a forma como queria que eles crescessem. Queria proporcionar-lhes essa mesma ligação à natureza, o espaço para brincar, explorar e viver com mais tempo e liberdade.
Foi assim que, há alguns anos, trocámos o Porto por Bragança.
Hoje, é aqui que vivemos e onde estamos também a construir a nossa própria casa. Uma casa que, tal como os projetos que desenvolvo, procura responder não apenas a necessidades práticas, mas à forma como queremos viver.
Esta mudança reforçou uma convicção que levo também para a arquitetura: uma casa não é apenas o lugar onde vivemos. É parte da vida que escolhemos construir.
Acredito que a arquitetura não deve ser um luxo nem um privilégio reservado a alguns.
Todos temos direito a habitações dignas, confortáveis e saudáveis. Espaços pensados para as pessoas que os habitam, para as suas necessidades, para a sua rotina e para a sua forma de viver.
Para mim, o verdadeiro luxo não está no tamanho da casa, nos materiais mais caros ou nas soluções mais exuberantes. Está em chegar a casa e sentir que aquele espaço nos acolhe, nos protege e nos faz bem.
É por isso que, em cada projeto, procuro encontrar o equilíbrio entre funcionalidade, conforto, estética, eficiência e identidade. Porque uma boa casa deve ser bonita, mas também deve funcionar. Deve ser confortável, mas também saudável. E, acima de tudo, deve fazer sentido para quem lá vive.
Esta visão está na base do meu trabalho e foi também o que me levou a aprofundar os princípios da construção sustentável e da Passive House — porque acredito que o conforto, a saúde e a eficiência de uma casa devem fazer parte do projeto desde o início.
Foi ao aprofundar o meu conhecimento sobre construção sustentável que percebi que eficiência energética não é apenas uma questão de reduzir consumos.
Uma casa eficiente é também uma casa mais confortável, com temperaturas mais estáveis, melhor qualidade do ar e um ambiente interior mais saudável.
Tornei-me Designer Certificada de Passive House porque acredito numa arquitetura que pensa no longo prazo: no impacto que o edifício tem no ambiente, mas também na forma como influencia a saúde, o conforto e o bem-estar de quem o habita.
É esta visão que procuro levar para os meus projetos — casas bonitas, funcionais e eficientes, mas sobretudo casas saudáveis.
Cada casa começa por uma conversa.
Gosto de perceber quem está do outro lado, como vive, o que valoriza, o que o preocupa e o que espera transformar.
Acredito que os melhores projetos não resultam apenas de boas ideias, mas da colaboração entre quem conhece a arquitetura e quem conhece, melhor do que ninguém, a vida que vai acontecer dentro daquela casa.
Se estás a pensar construir, remodelar ou transformar a tua casa, vamos conversar.